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quinta-feira, 20 de maio de 2010

O começo da desgraça.

Quando eu menos pensava que seria coisa de mais para minha vida, isso acontece. Tudo começou a três meses atrás, no começo do ano.
Tudo estava indo em perfeito estado. Tinha acabado de fazer 16 anos, mas não quis festa. Com o dinheiro, fiz uma "festinha" com os amigos na beira da praia. Fiquei de comprar as bebidas e as comidas, e Stefany junto com os meninos levavam o bagulho. Eu fumo desde os 13 anos, quando Stefany me deu o primeiro tapinha. Não me vejo dependente de droga, mas tenho que dizer que me faz flutuar aonde nunca fui antes.
As aulas de Matemática estavam em greve, só voltaria dali a alguns dias. A diretoria diz que o Professor se mudou, mas esta rolando uns boatos que ele se matou, cortando os punhos com um caco de vidro, o primeiro que vira pela frente. Ele sempre fora maluquinho, mas de se matar, eu nunca pensei nisso antes.

Eu e Stefany saímos da sala de biologia, quando as caixas de som dos corredores vibraram nas paredes com a voz do Diretor.
-Todos terão aula de Matemática, desde hoje. Horário normal. -disse o diretor logo desligando.
-Que droga. -retrucou Stefany ao meu lado. -Logo no horário livre que temos para ir para trás da escola.
-Relaxa amiga. Kemmet e Luter podem nos esperar mais um pouco. Afinal, todos nos esperam. -relembrei ela que nós duas éramos as garotas que mandavam na escola.
Se eu dissesse: Parem. Todos paravam, e se quer nem respiravam. Demoramos anos para construir essa reputação, e não íamos derrubar ela nunca. Nem por um milhão de Dólares. Stefany deu uma gargalhada típica ao meu lado, e fomos andando para a sala de Matemática que ficava no outro corredor.
Pareceu que nós fomos as primeiras a entrar. Nem mesmo o professor/professora já tinha chegado. Sentamos como de costuma nas ultimas cadeiras. Não demorou nem segundos, e a sala já estava com todos os alunos. Quando a ultima nerd entrou na sala, vi uma escultura de beleza e gostosura entrar na sala. Um menino/homem alto, com cabelos estupidamente negros e olhos claros. Percebi que Stefany nem se mexei ao meu lado. Provavelmente não achou ele tão lindo como eu achei. Soltei um suspiro de leve, e fiquei encarando, esperando ele sentar em alguma cadeira ali no meio, mas passou direto e pois os livros em cima da mesa do professor.
-Boa tarde. Eu sou o novo Professor de Matemática de vocês e me chamo Daniel. -O QUE? Como assim? Aquela coisa linda e novinha com cara de safado era meu professor de matemática? Não pode ser. -Vamos ter que correr com a matéria que esta atrasada, para pegarmos logo no conteúdo que vai ter para mais a frente.
Respirei um pouco. Vai dar tudo certo. Ele só o professor que você achou lindo, e que te deixou com uma coisa estranha dentro de você. Repeti para mim mesma algumas vezes.
-Ta passando mal amiga? -perguntou Stefany ao meu lado. O que eu poderia falar para ela? Dizer que eu achei o professor lindo, e estava afim de ficar com ele? Isso não tem cabimento algum.
-Não amiga. Estou bem. -pensei em alguma desculpa para me sentar na cadeira livre lá na frente, de cara com o professor, então pensei na coisa mais obvia que meio em minha cabeça. -Só estou com dor de cabeça. Minha vista, esta ruim porque estou forçando muito. Sentar aqui atrás não esta ajudando muito.
Vi o rosto de Stefany ficar meio pálido. Ela não gostava quando eu ficava nem com uma pequena dor de cabeça. Por mais que ela fosse uma piranhinha e vaca, ela sabia ser uma boa amiga na hora certa.
-Sente lá na frente então. Não me importo. Se isso vai te ajudar, tudo bem.
-Jura amiga? Vai me ajudar e muito.
-Pode ir sim. No final da aula nos falamos.
Peguei meus livros e levantei, ignorando os olhares assustados das pessoas. Eu nunca sentei lá na frente. Não as culpo por estarem assustadas por me ver sentando lá na frente, ainda mais na aula de Matemática. Assim que sentei na cadeira, vi os olhos do Professor em mim. Tomei um pouco de coragem e levantei meus olhos, que se esbarraram aos seus.
-O nome da Srt, por favor. -disse ele com sua voz macia.
-Mandy Brian. -eu disse em voz baixa.
-Sta. Brian. Problema de vista? -ele perguntou na cara de pau. Como assim? Ele lia mente? Sabia o que eu estava pensando?
-Sim. Mas não queria deixar minha amiga lá atrás. -eu disse. DROGA. Quando olhei para o lado, tinha uma cadeira vaga.
-Então porque ela não vem para sentar com você?
Olhei para trás, e Stefany me matava com os olhos. Ela nunca sentou na frente. Nuca mesmo, nem no pré.
-Claro. Bem... Acho que ela adoraria sentar aqui comigo. -Stafany apertou os olhos quase fechando-os, e se levantou, pegando os livros, caminhando a minha direção.
-Comecemos a aula. -Daniel disse começando a escrever no quadro com um enorme sorriso no rosto.
-Você me paga. -disse Stefany ao meu lado.

A aula de matemática passou voando, e eu fiz o dever certo e rápido. Ainda expliquei para Stefany. Ainda bem que era os últimos tempos de aula, e enfim, o sino tocou e todos saíram aliviados. No estacionamento, fiquei esperando Kemmett e Luter saírem da sala junto com Stefany. Estávamos encostadas no passando de Kemmett. A Mercedes SRL 722. Um dos 10 carros mais rápidos do mundo. A não ser que era lindo pacas. Não demorou muito, e vi Professor sair da escola, indo para o estacionamento. Logo atrás dele saiu Kemmett e Luter. Alguma coisa dentro de mim me dizia que eu tinha que ir falar com o Professor, sem que Kemmett e Luter vissem. Sem que ate mesmo Stefany visse. Eu gostava muito mesmo do Kemmett, mas alguma coisa fala mais auto dentro de mim para Daniel.
-Já volto. -disse a Stefany.
-Mas eles já vem ai.
-Tudo bem. -parei de frente para onde eles vinham. Não demorou muito, e eles chegaram ate a nós.
-Estava com saudades, gata. -disse Kemmett passando a mão por minha cintura, e como de costume, me beijando.
-Oi. Olhe, não vou poder ir com você hoje.
-mas porque não, gata? Logo agora que íamos lá para casa, brincar um pouco. -eu nunca vi ninguém mais safado que Kemmett. Mas eu gostava disso, não sei porque.
-Vou sair com minha mãe hoje. -menti. Eu e minha mãe não nos demos bem desde meus 13 anos.
-Mas você e sua mãe estão sem se falar. -disse ele em meus lábios.
-Agora estamos nos entendendo. Vamos ao shopping para tentar nos deixar melhor.
-Tudo bem. -Ele disse, dando um tapinha em minha bunda, e logo se afastando. -Nos falamos depois então, gata.
-Sim.
Stefany, Luter e Kemmett entraram no carro, sumindo na saída. Por minha sorte, professor estava guardando alguma coisa na mala do carro. Apertei um pouco os passos. Quando cheguei ao seu lado, Daniel me olhou e sorriu.
-Oi, Mandy.